sábado, novembro 27, 2010

Deficiências? Eficiências!!!

Está no Portal Evangélico Compartilhando Na Web 16/06/2006

"Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes à venda.

- Entre 30 e 50 dólares, respondeu o dono da loja.

O menino puxou uns trocados do bolso e disse:

- Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?

O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível. Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:

- O que é que há com ele?

O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar.

O menino se animou e disse:

- Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!

O dono da loja respondeu:

- Não, você não vai gostar dele. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente.

O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse:

- Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, até completar o preço total.

O dono da loja contestou:

- Você realmente não vai gostar deste cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos.

Aí, o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar. Olhou bem para o dono da loja e respondeu:

- Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso."

Muitas vezes desprezamos as pessoas com as quais convivemos diariamente, simplesmente por causa dos seus "defeitos", quando na verdade, somos tão iguais ou pior que elas e sabemos que essas pessoas precisam apenas de alguém que as compreendam e as amem não pelo que elas podem fazer, mas pelo que são.

Pense nisso.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Comentário de Livro da Bíblia - Números

Está no Portal Evangélico Compartilhando Na Web 25/06/2007

Autoria
A tradição judaica define Moisés como o autor de Números. Aliás, define como livros de autoria Mosaica os 5 primeiros livros da Bíblia que, juntos, são chamados de Pentateuco. Entendemos que o texto tomou forma final muito tempo após Moisés. Assim, o que nos parece plausível é que a tradição confirma a autoria mosaica exatamente por conta de uma situação muito corriqueira no mundo antigo: a ausência de direitos autorais sobre o texto final. Normalmente, quem escrevia, ainda que fosse outra pessoa, atribuía a autoria a quem passou o ensinamento, quer por tradição oral, quer por ter deixado alguns escritos que foram ampliados depois com o auxílio da tradição oral ou pesquisa. Se havia alguém que começou a ensinar daquela forma, quem deu forma final ao texto era esquecido como autor e a autoria do texto era atribuída a quem iniciou ou a tradição oral ou a escrever, ainda que de forma muito resumida.

Por isso a autoria de Moisés não é questionada, quer por ele ter começado a contar a história, quer por ele realmente ter escrito algumas das coisas dos textos do Pentateuco, mas é claro que só muito tempo depois dele que o texto tomou forma final.

Data
A data tradicional para o êxodo do Egito está no meio do décimo quinto século a.C. Moisés, se escreveu algo, dificilmente teria escrito algo antes disso! Definimos essa data para o Êxodo por conta do que vemos em 1 Reis 6.1, que afirma que Salomão começou a construir o templo “no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se historicamente que Salomão tenha iniciado a construção perto do ano 960 a.C., o que dataria o êxodo por volta do ano 1440 a.C.

Com esses dados, entendemos que o texto do Pentateuco foi iniciado por Moisés por volta do ano 1.440 a.C., e encerrado na época do reino, tanto de Davi que incentivou a escrituração dos livros, como de Salomão, que ampliou esse evento. A data exata não pode ser definida, mas está dentro dos 80 anos dos reinados de Davi e Salomão, antes de 930 a.C.

Conteúdo
Em hebraico, o nome do Livro de Números significa “No Deserto”. O título hebraico é tirado da primeira linha do livro, que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas (quer a primeira frase ou apenas a primeira palavra). O título “Numeroso“ é derivado da versão grega da obra.

O Livro de Números continua o relato do período mosaico, que se inicia com o Êxodo. Começa com Israel ainda no Sinai. A entrada dos israelitas no deserto do Sinai é registrada em Êxodo 19.1. Israel deixa o Sinai em Números 10.11.

Números possui duas divisões principais:
1) a parte contendo instruções enquanto ainda no Sinai (1.1-10.10), como parte da preparação para a viagem que será realizada;
2) a viagem no deserto (10.11-36-13).

Esboço de Números
I. Instruções para a viagem do Sinai 1.1-10.10
Relato sobre a tomada do censo 1.1-4.9
1) Censo militar 1.1-2.34
2) Censo não militar: levitas 3.1-4.49
Instruções e relatos adicionais 5.1-10.10
1) Cinco instruções 5.1-6.27
2) Ofertas dos líderes 7.1-89
3) Levitas dedicados 8.1-26
4) Segunda Páscoa 9.1-14
5) Direção pela nuvem e fogo 9.15-23
6) As trombetas de prata 10.1-10
II. Relato da viagem do Sinai 10.11-36.13
Rebelião e punição da primeira geração 10.11-25.18
1) Relato da primeira marcha do Sinai 10.11-36
2) Queixas do povo 11.1-3
3) Ansiando por carne 11.4-35
4) Desafio para Moisés 12.1-16
5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.1-14.45
6) Instruções relacionadas às ofertas 15.1-41
7) Desafios à autoridade de Arão 16.1-18.32
8) Leis da purificação 19.1-22
9) A morte de Miriã e Arão 20.1-29
10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21.1-35
11) Balaque e Balaão 22.1-25.18
Preparo da nova geração 26.1-36.13
1) Um novo censo 26.1-65
2) Instruções relacionadas à herança, ofertas e votos 27.1-30.16
3) Vingança sobre os midianitas 31.1-54
4) As tribos da Transjordânia 32.1-42
5) Itinerário do Egito até Moabe 33.1-49
6) Instruções para a ocupação de Canaã 33.50-36.13

segunda-feira, novembro 22, 2010

Livro: Asif - Perdão

Beatriz é empresária de sucesso, profissional eficiente e mãe dedicada. Somente quando está sozinha em seu quarto é que suas inseguranças, medos e tristezas aparecem. Beatriz desistiu de viver há muito e mergulhara na rotina tentando esquecer suas dores.

Tecnologia era uma das paixões dela, assim, toda manhã ao acordar a primeira coisa que fazia, ainda de camisola, era ligar seu computador. Navegava com a desenvoltura de um adolescente.

Naquela manhã foi surpreendida com a solicitação de adição de um novo contato em seu Messenger. Um rapaz jovem, com olhar triste e um 'nome' curioso - Coddy. Ao aceitar esse pedido, Beatriz começará uma jornada imprevisível que a levará a caminhos cheios de descobertas, sentimentos e opções.

Muitos conceitos e preconceitos serão colocados em questão. Religião, cultura e, acima de tudo, o relacionamento entre duas pessoas que são o oposto da mesma moeda.

Será que ela conseguirá chegar a algum lugar? Existirá algo para Beatriz no final dessa aventura?

Meu Eterno Amor (Here,There And Everywhere) - José Augusto


Meu Eterno Amor (Here,There And Everywhere)
José Augusto
Composição: Lennon/ MaCartney - Versão: Paulo Sérgio Valle

Pra mim o amanhecer
Não amanhece sem você

Vem, me traz o sol outra vez
Tudo que a noite tão longa desfez
Sem teu olhar, que sonhos eu vou sonhar

Vem, me traz o amor que eu perdi
Quero de volta quem nunca esqueci
A solidão machuca o meu coração

A vida quer viver
São as flores te esperando pra poder nascer
Lua que não sabe mais prá quem brilhar
Me traz você pra ficar
Quero em meu peito razões pra viver
Volta pra mim
Ninguém vai te amar assim

Não quero ilusões
Na verdade estou pedindo meu eterno amor
Esse amor presente em todas as canções
Me traz o sol outra vez
Tudo que a noite tão longo desfez
Sem teu olhar que sonhos eu vou sonhar

Corações não são iguais
O meu te amou demais

sábado, outubro 30, 2010

Quem é mais forte?

Está no Portal Evangélico Compartilhando Na Web 26/05/2006
O sol e o vento disputavam força.
O sol e o vento discutiam sobre qual dos dois era mais forte.

O vento disse:

- Provarei que sou o mais forte. Vê aquela mulher que vem lá embaixo com um lenço azul no pescoço? Aposto como posso fazer com que ela tire o lenço mais depressa do que você.
O sol aceitou a aposta e recolheu-se atrás de uma nuvem.O vento começou a soprar até quase se tornar um furacão, mas quanto mais ele soprava, mais a mulher segurava o lenço junto a si. Finalmente, o vento acalmou-se e desistiu de soprar.

Logo após, o sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente para a mulher.

Imediatamente ela esfregou o rosto e tirou o lenço do pescoço.

Então o sol disse ao vento:

- Lembre-se disso: A gentileza e a amizade são sempre mais fortes que a fúria e a força.
Eu sempre falo que, com jeitinho e palavras doces, podemos conseguir tudo. Para que gritarmos com quem está tão próximo da gente? Conquiste tudo usando o seu bom senso, seu amor e sua amizade, são atributos poderosos!

quarta-feira, outubro 27, 2010

Comentário de Livro da Bíblia - Levítico

Está no Portal Evangélico Compartilhando Na Web 18/06/2007

Autoria
A tradição judaica define Moisés como o autor do Levítico. Aliás, define como livros de autoria Mosaica os 5 primeiros livros da Bíblia que, juntos, são chamados de Pentateuco. Entendemos que o texto tomou forma final muito tempo após Moisés. Assim, o que nos parece plausível é que a tradição confirma a autoria mosaica exatamente por conta de uma situação muito corriqueira no mundo antigo: a ausência de direitos autorais sobre o texto final. Normalmente, quem escrevia, ainda que fosse outra pessoa, atribuía a autoria a quem passou o ensinamento, quer por tradição oral, quer por ter deixado alguns escritos que foram ampliados depois com o auxílio da tradição oral ou pesquisa. Se havia alguém que começou a ensinar daquela forma, quem deu forma final ao texto era esquecido como autor e a autoria do texto era atribuída a quem iniciou ou a tradição oral ou a escrever, ainda que de forma muito resumida.

Por isso a autoria de Moisés não é questionada, quer por ele ter começado a contar a história, quer por ele realmente ter escrito algumas das coisas dos textos do Pentateuco, mas é claro que só muito tempo depois dele que o texto tomou forma final.

Data
A data tradicional para o êxodo do Egito está no meio do décimo quinto século a.C. Moisés, se escreveu algo, dificilmente teria escrito algo antes disso! Definimos essa data para o Êxodo por conta do que vemos em 1 Reis 6.1, que afirma que Salomão começou a construir o templo “no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se historicamente que Salomão tenha iniciado a construção perto do ano 960 a.C., o que dataria o êxodo por volta do ano 1440 a.C.

Com esses dados, entendemos que o texto do Pentateuco foi iniciado por Moisés por volta do ano 1.440 a.C., e encerrado na época do reino, tanto de Davi que incentivou a escrituração dos livros, como de Salomão, que ampliou esse evento. A data exata não pode ser definida, mas está dentro dos 80 anos dos reinados de Davi e Salomão, antes de 930 a.C.

Especificamente no caso de Levítico, que foi a base principal para a definição da Lei (a parte final do Êxodo, Levítico e Deutronômio são os textos fundantes da Lei), podemos datá-lo entre o século XV e XII a. C. E insistimos que, apesar de ter boa parte do texto elaborado, não podemos esquecer que o grande impulso literário em Israel se deu nos Reinados de Davi e Salomão.

Conteúdo
Em hebraico, o o nome do Livro de Levítico significa “E ele chamou”. O título hebraico é tirado da primeira palavra do livro, que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas. O título “Levítico“ é derivado da versão grega da obra e significa “assuntos pertencentes aos levitas”, o que mostra o quanto a atividade levítica poderia ter naquela época uma interpretação maior que apenas os que eram da Tribo de Levi ou que ficavam no Templo (no caso, na Tenda da Congregação e cuidavam das coisas dessa Tenda e de sua locomoção). É fato que os levitas eram os da Tribo de Levi e tinham responsabilidades muito definidas. Mas sabemos também que a atividade levítica é muito mais ampla. Não está ligada apenas à música ou ao cuidado do Templo. Na verdade, levitas são todos. Um grupo possui uma atribuição específica e é chamado dessa forma, mas na prática, nossa vida diante do Senhor e cada atitude e atividade deve levar em conta nosso chamado levítico, pois o próprio livro com esse nome lida muito mais assuntos relacionados à pureza, santidade, todo o sacerdócio, a santidade de Deus e a santidade na vida cotidiana do que apenas com as recomendações a um grupo pequeno chamado de Levitas. A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro.

A teologia do Livro de Levítico liga a idéia de santidade à vida cotidiana. Ela vai além do assunto de sacrifício, embora o cerimonial do sacrifício e a obra dos sacerdotes sejam explicados com grande cuidado. O conceito de santidade afeta não somente o relacionamento que cada indivíduo tem com Deus, mas também o relacionamento de amor e respeito que cada pessoa deve ter com o seu próximo. O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro, pois Deus é puro e porque a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade da Aliança. O ensinamento de Jesus Cristo - ”Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mateus 7.12) - reflete o texto de Levítico 19.18, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Algumas vezes, o Livro de Levítico tem sido encarado como uma obra de difícil compreensão. Entretanto, de acordo com a tradição primitiva, foi o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica. Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade, que os sábios judeus consideravam de importância primária. Eles sentiram que, antes de proceder a outros ensinamentos, as crianças deveriam entender sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa.

Outro tema principal do Livro de Levítico é o sistema sacrificial. Os holocaustos referem-se ao único sacrifício que é totalmente consumido sobre o altar e, portanto, algumas vezes é chamado de oferta queimada. As ofertas de manjares são ofertas de tributo, feitas a fim de garantir ou manter o favor divino, indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa devem ser dedicados a Deus. Os sacrifícios de paz ou das graças são designados para fornecer expiação. O sacrifício pelos erros é empregado para tirar a impureza do santuário. A oferta pela culpa ou oferta de compensação, é preparada para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas, normalmente pelo uso de um falso testemunho. Os erros profanaram a santidade de Deus e é exigida uma oferta.

Além dos sacrifícios, o calendário litúrgico tem uma posição significativa no Livro de Levítico. O Ano de Descanso (o sétimo ano) refere-se à emancipação dos escravos israelitas e pessoas endividadas, bem como à redenção da terra (ver também Êxodo 21.2-6; 23.10,11; Deuteronômio 15.1-18). O Ano de Jubileu refere-se ao fato de que as terras de Israel, bem como o povo, pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo. As terras, portanto, devem ter um descanso depois de cada período de quarenta e nove anos (Levítico 25.8-17), o que ensina o domínio de Deus, a santidade de Seu caráter e a necessidade da congregação se aproximar Dele com pureza de coração e mente.

Esboço de Levítico
I. A descrição do sistema de sacrifícios 1.1-7.38
Os holocaustos 1.1-17
As ofertas de manjares 2.1-6
Os sacrifícios de paz ou das graças 3.1.17
A Expiação do pecado 4.1-5.13
O sacrifício pelo sacrilégio 5.14-6.7
Outras instruções 6.8-7.38

II. O serviço dos sacerdotes no santuário 8.1-10.20
A ordenação de Arão e seus filhos 8.1-36
Os sacerdotes tomam posse 9.1-24
O pecado de Nadabe e Abiú 10.1-11
O pecado de Eleazar e Itamar 10.12-20

III. As leis das impurezas 11.1-16.34
Imundícias dos animais 11.1-47
Imundícias do parto 12.1-8
Imundícias da pele 13.1-14.57
Imundícias de emissão 15.1-33
Imundícias morais 16.1-34

IV. O código de Santidade 17.1-26.46
Matando por alimento 17.1-16
Sobre ser sagrado 18.1-20.27
Leis para sacerdotes e sacrifícios 21.1– 22.33
Dias santos e festas religiosas 23.1-44
Leis para elementos sagrados de louvor 24.1-9
Punição para blasfêmia 24.10-23
Os Anos do Descanso e do Jubileu 25.1-55
Bênçãos por obediência e punição por desobediência 26.1-46

V. Ofertas para o santuário 27.1-34

segunda-feira, outubro 25, 2010

Livro - Manual de Escatologia


Deus, o Criador de todas as coisas, tem procurado alertar-nos quanto aos seus planos. Para tanto, revelou-nos em detalhes na Bíblia os seus desígnios. Dada a importância da profecia nas Escrituras, publicaram-se muitos livros excelentes sobre o tema. Até o momento, contudo, o tratamento da profecia tem sido apologético ou expositivo, abordado à parte da sua relação com o programa profético como um todo. Muito do nosso conhecimento tem sido apenas fragmentado e desconexo.

A monumental obra do professor J. Dwight Pentecost, Manual de Escatologia, vem suprir essa lacuna. Trata-se de obra profunda e equilibrada, na qual o autor sintetiza toda a profecia numa doutrina bíblica unificada, sistemática e completa. O professor John F. Walvoord, outro eminente perito em escatologia bíblica, afirmou: “A obra como um todo merece ser classificada como compêndio de escatologia clássico e abrangente, devendo como tal servir à nossa geração por muitos anos”.

O Manual de Escatologia é um acréscimo bem-vindo à biblioteca do pastor, do seminarista, do estudioso em geral e também de grande ajuda para qualquer pessoa interessada em dominar o relevante tema da profecia bíblica.

sábado, outubro 02, 2010

De joelhos é melhor...

Está no Portal Evangélico Compartilhando Na Web 12/05/2006

Duas esposas de pastores estavam sentadas, uma ao lado da outra, remendando calças de seus maridos. Uma delas falou à amiga:

- "Pobre do João, ele está muito desencorajado no trabalho da igreja. Há alguns dias ele falou até em renunciar e entregar seu cargo. Parece que nada vai bem e tudo dá errado para ele."

A outra respondeu:

- "Lamento por vocês. O meu marido tem dito exatamente o contrário. Tem sentido cada dia mais intimidade com Deus, como nunca havia experimentado antes."

Um pesado silêncio atingiu aquele local e ambas continuaram remendando as calças de seus maridos. Uma delas estava remendando os joelhos e a outra a parte traseira...

É inegável que quanto mais nos relacionamos intimamente com Deus, através da oração, do estudo da Palavra, do cumprimento de Sua vontade, mais experiências e bênçãos desfrutamos em nosso dia a dia. Se dobramos nossos joelhos mais tempo em Sua presença, mais ouviremos a Sua voz. E se ouvimos a Sua orientação, mais alegria e júbilo teremos em cada passo de nossa jornada.

Quando ocupamos nosso tempo apenas com interesses pessoais, ignorando que estes teriam muito mais sucesso se colocados debaixo da graça e unção do Senhor, a possibilidade de nossos comentários serem iguais aos da mulher de nossa ilustração é muito grande: "Parece que nada dá certo para mim. Eu me esforço, uso toda a minha capacidade, e as coisas vão de mal a pior."

Lembro de um antigo hino que contava a história de um pastor que vinha caminhando pela rua, lamentando o fato de sua igreja ser fria e sua alma vazia. Ele reconhecia que não podia mudar a situação porque nada tinha de si para dar. Enquanto caminhava encontrou, na rua, um menino que trabalhava ajoelhado no chão. Ofereceu-lhe um banquinho mas o menino respondeu: "De joelhos é melhor."

E foi aquela palavra do garoto que mudou a vida daquele pastor e de toda a sua igreja. O que faltava era oração e relacionamento com o Senhor.

Você quer gozar das bênçãos de Deus? De joelhos é melhor!

Que Deus continue abençoando sua vida!

quarta-feira, setembro 29, 2010

Comentário de livro da Bíblia - Êxodo

Está no Portal Evangélico Compartilhando Na Web 11/06/2007

Autoria
A tradição judaica define Moisés como o autor do Êxodo. Aliás, define como livros de autoria Mosaica os 5 primeiros livros da Bíblia que, juntos, são chamados de Pentateuco. Entendemos que o texto tomou forma final muito tempo após Moisés. Assim, o que nos parece plausível é que a tradição confirma a autoria mosaica exatamente por conta de uma situação muito corriqueira no mundo antigo: a ausência de direitos autorais sobre o texto final. Normalmente, quem escrevia, ainda que fosse outra pessoa, atribuía a autoria a quem passou o ensinamento, quer por tradição oral, quer por ter deixado alguns escritos que foram ampliados depois com o auxílio da tradição oral ou pesquisa. Se havia alguém que começou a ensinar daquela forma, quem deu forma final ao texto era esquecido como autor e a autoria do texto era atribuída a quem iniciou ou a tradição oral ou a escrever, ainda que de forma muito resumida.

Por isso a autoria de Moisés não é questionada, quer por ele ter começado a contar a história, quer por ele realmente ter escrito algumas das coisas dos textos do Pentateuco, mas é claro que só muito tempo depois dele que o texto tomou forma final.

Data
A data tradicional para o êxodo do Egito está no meio do décimo quinto século a.C. Moisés, se escreveu algo, dificilmente teria escrito algo antes disso! Definimos essa data para o Êxodo por conta do que vemos em 1 Reis 6.1, que afirma que Salomão começou a construir o templo “no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se historicamente que Salomão tenha iniciado a construção perto do ano 960 a.C., o que dataria o êxodo por volta do ano 1440 a.C.

Com esses dados, entendemos que o texto do Pentateuco foi iniciado por Moisés por volta do ano 1.440 a.C., e encerrado na época do reino, tanto de Davi que incentivou a escrituração dos livros, como de Salomão, que ampliou esse evento. A data exata não pode ser definida, mas está dentro dos 80 anos dos reinados de Davi e Salomão, antes de 930 a.C.

O livro
Êxodo é a continuação histórica do relato do Gênesis, mostrando o desenvolvimento de um pequeno grupo familiar de setenta pessoas (A família de Jacó), que passa a ser grande nação com milhões de pessoas. Os hebreus viveram no Egito aproximadamente por 430 anos, sendo que boa parte do tempo em regime de escravidão, depois que a memória de José tinha sido apagada dentre o povo egípcio e este precisava de mão de obra para a realização de trabalhos.

Assim, o Êxodo registra o desenvolvimento de Moisés , a libertação de Israel do seu cativeiro, a sua caminhada do Egito até o monte Sinai para receber a lei de Deus e as instruções divinas a respeito da edificação do tabernáculo. O livro termina com a construção do tabernáculo como um lugar da habitação de Deus.
Dentro dessa perspectiva, podemos dividir o livro do Êxodo em três seções principais:
1) a libertação miraculosa de Israel (1.1-13.6);
2) a jornada miraculosa até o Sinai (13.17-18.27); e
3) as revelações miraculosas junto ao Sinai (19.1-40.38).

Esboço de Êxodo
I. A libertação miraculosa de Israel 1.1-13.16
A opressão dos israelitas no Egito 1.1-22
O nascimento e a primeira parte da vida de Moisés 2.1-4.31
O processo de libertação 5.1-11.10
O episódio do êxodo 12.1-13.16

II. A jornada miraculosa até o Sinai 13.17-18.27
A Libertação junto ao mar Vermelho 13.17-15.21
A provisão para o povo 15.22-17.7
A proteção contra os amalequitas 17.8-16
O estabelecimento dos anciões supervisores 18.1-27

III. As revelações miraculosas junto ao Sinai 19.1– 40.38
A chegada ao Sinai e a manifestação de Deus 19.1-25
Os dez mandamentos 20.1-21
O Livro da Aliança 20.22-23.19
A proteção do Anjo de Deus 23.20-33
Israel confirma a Aliança 24.1-18
Orientação a respeito do tabernáculo 25.1-31.18
O bezerro de ouro 32.1-35
Arrependimento e renovação do pacto 33.1-35.3
A construção do tabernáculo 35.4-40.33
A glória do Senhor enche o tabernáculo 40.34-38